O câncer de próstata costuma ser assintomático em fase inicial e é investigado por meio de PSA, toque retal, ressonância multiparamétrica e biópsia. Quando localizado, a prostatectomia radical robótica é uma das principais opções curativas, oferecendo maior precisão na preservação nervosa e recuperação mais rápida. O Dr. Bruno Passos, urologista em Macaé especializado em uro-oncologia, já realizou mais de 1.000 cirurgias oncológicas robóticas e videolaparoscópicas, com foco especial em câncer de próstata.

O que é o câncer de próstata

O câncer de próstata é o tumor maligno mais comum entre homens no Brasil, excetuando-se o câncer de pele. É também um dos cânceres com maior potencial de cura quando diagnosticado em fase inicial, o que torna o diagnóstico precoce e o tratamento adequado decisivos para o prognóstico. Em Macaé, o Dr. Bruno Passos concentra sua atuação em uro-oncologia justamente no tratamento cirúrgico dessa doença, com mais de 1.000 cirurgias oncológicas realizadas por via robótica e videolaparoscópica.

Sintomas do câncer de próstata

Na fase inicial, o câncer de próstata frequentemente não causa sintomas, o que reforça a importância do rastreamento com exames de rotina. Quando presentes, os sintomas podem incluir dificuldade para urinar ou jato urinário fraco, necessidade de urinar com mais frequência (especialmente à noite), sangue na urina ou no sêmen, dor óssea em casos mais avançados, quando já há disseminação da doença, e disfunção erétil de início recente em alguns casos.

É importante destacar que esses sintomas também podem estar relacionados a condições benignas, como a hiperplasia prostática benigna. Por isso, a avaliação especializada é essencial para diferenciar as causas.

Causas e fatores de risco

  • Idade acima de 50 anos (ou acima de 45, para quem tem histórico familiar).
  • Histórico familiar de câncer de próstata, especialmente em parentes de primeiro grau.
  • Ascendência afrodescendente, associada a maior incidência e agressividade da doença.
  • Alterações genéticas específicas, como mutações em BRCA1 e BRCA2.

Diagnóstico e estadiamento

O diagnóstico envolve uma sequência estruturada de exames:

1. PSA

Exame de sangue que, embora não seja específico para câncer, ajuda a identificar alterações que merecem investigação adicional. Veja mais em PSA elevado: quando se preocupar.

2. Toque retal

Avaliação física da próstata, que pode identificar nódulos ou alterações de consistência.

3. Ressonância multiparamétrica

Ajuda a localizar áreas suspeitas antes da biópsia, aumentando a precisão diagnóstica.

4. Biópsia de próstata

Confirmação diagnóstica com definição do escore de Gleason, que indica o grau de agressividade do tumor.

Tratamento: prostatectomia radical robótica ou vigilância ativa

Para tumores localizados, a prostatectomia radical (remoção completa da próstata) é uma das principais opções curativas. Realizada por via robótica, veja o detalhamento completo em prostatectomia radical robótica: como é feita, riscos e recuperação.

Para tumores de baixo risco, bem localizados e com Gleason favorável, especialmente em pacientes mais idosos ou com expectativa de vida limitada, a vigilância ativa pode ser a conduta mais adequada. Isso significa acompanhar a doença de perto, com PSA e biópsias periódicas, intervindo cirurgicamente apenas se houver sinais de progressão. Essa decisão nunca é automática: depende de avaliação individualizada, considerando o risco real de progressão versus os riscos e sequelas de uma cirurgia que talvez não seja necessária naquele momento.

Limitações do tratamento e quando a cirurgia não é indicada

Nem todo câncer de próstata deve ser operado imediatamente, e a cirurgia não é isenta de riscos: incontinência urinária e disfunção erétil são possibilidades reais, mesmo com a via robótica. Em tumores muito avançados, com disseminação para outros órgãos, a cirurgia local pode não ser a conduta mais indicada, sendo necessária avaliação conjunta com oncologia clínica e radioterapia. O Dr. Bruno Passos discute essas limitações com transparência antes de qualquer decisão cirúrgica.

Investigação aprofundada antes da decisão cirúrgica

Além dos exames de estadiamento, a decisão terapêutica considera o histórico clínico completo do paciente, comorbidades metabólicas (diabetes, hipertensão), qualidade do sono, uso de anticoagulantes que possam exigir ajuste antes da cirurgia, e o impacto emocional do diagnóstico, incluindo o medo de sequelas sexuais e urinárias, que é discutido abertamente com o paciente e, quando desejado, com seu parceiro ou parceira.

Estilo de vida durante o tratamento e a recuperação

Manter atividade física regular antes e depois da cirurgia, controlar peso corporal e condições metabólicas associadas, como diabetes e hipertensão, e cuidar da qualidade do sono contribuem para uma recuperação mais rápida e para a redução de complicações perioperatórias. O acompanhamento nutricional e o apoio psicológico, quando necessários, também fazem parte de um cuidado verdadeiramente completo, já que o impacto emocional do diagnóstico e da cirurgia costuma se estender além do período de internação.

O impacto no relacionamento e a comunicação com o parceiro ou parceira

O medo de sequelas sexuais é uma das principais preocupações dos pacientes diante do diagnóstico de câncer de próstata, e essa preocupação frequentemente envolve também o parceiro ou parceira. O Dr. Bruno Passos incentiva que essas dúvidas sejam trazidas abertamente à consulta, incluindo a participação do cônjuge quando o paciente desejar, para que as expectativas sobre a recuperação funcional sejam realistas e compartilhadas.

Quando procurar um urologista

Procure avaliação urológica diante de PSA acima do valor de referência para a idade, ou em ascensão progressiva em exames consecutivos, alteração no toque retal identificada pelo médico, histórico familiar relevante, ou sintomas urinários novos ou progressivos.

PSA alterado ou biópsia positiva?

Agende uma avaliação com o Dr. Bruno Passos, urologista em Macaé especialista em Uro-Oncologia.

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Perguntas Frequentes

PSA alterado sempre significa câncer de próstata?

Não. O PSA pode se elevar por hiperplasia prostática benigna, prostatite, relação sexual recente ou exercício físico intenso. Um PSA alterado indica necessidade de investigação adicional, não um diagnóstico definitivo.

Todo câncer de próstata precisa de cirurgia imediata?

Não. Tumores de baixo risco, bem localizados, podem ser acompanhados por vigilância ativa, com PSA e biópsias periódicas. A indicação cirúrgica depende do estadiamento, do escore de Gleason e das características individuais do paciente.

Quais os riscos da prostatectomia radical?

Os principais riscos são incontinência urinária e disfunção erétil, já que a próstata está próxima de estruturas nervosas responsáveis por essas funções. A via robótica, quando a anatomia do tumor permite preservação nervosa, tende a reduzir esse risco.

Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia robótica de próstata?

A internação costuma durar de um a dois dias, com retirada da sonda vesical entre sete e dez dias e retorno gradual às atividades em duas a quatro semanas, com acompanhamento de fisioterapia do assoalho pélvico quando indicado.

A partir de que idade devo iniciar o rastreamento?

Homens de risco médio devem iniciar a avaliação a partir dos 50 anos. Quem tem histórico familiar de primeiro grau ou ascendência afrodescendente deve iniciar a partir dos 45 anos, e casos de risco muito elevado, a partir dos 40 anos.

Fontes

Revisado por Dr. Bruno Passos Leite dos Santos, CRM 52-86033-6 | RQE 24836. Última revisão em 13/07/2026.

As informações desta página têm caráter educativo e não substituem uma consulta médica. Cada caso é único e deve ser avaliado individualmente pelo especialista. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure atendimento médico e agende uma avaliação com um urologista.